21/09/2026

Ibovespa sobe 0,74% e fecha aos 186,6 mil pontos com exterior favorável, petróleo em queda e eleições no radar

Bolsa brasileira recuperou terreno nesta segunda-feira (21), acompanhando a alta dos mercados internacionais; dólar recuou para R$ 5,108 e juros futuros caíram em toda a curva.

Imagem: Diário do Mercado
O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (21 de setembro de 2026) em alta de 0,74%, aos 186.595,60 pontos, recuperando parte das perdas recentes. O movimento foi influenciado pelo desempenho positivo das bolsas internacionais, pela queda dos preços do petróleo e pela redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. 

Durante a sessão, o principal índice da Bolsa brasileira chegou à máxima de 187.434,25 pontos, enquanto a mínima foi de 185.246,81 pontos. O volume financeiro informado pelo InfoMoney ficou em R$ 27,60 bilhões. Com o resultado, o Ibovespa acumula alta de 5,17% em setembro e de 15,81% em 2026. 

Exterior ajuda a sustentar a Bolsa

O ambiente internacional contribuiu para o movimento positivo da B3. Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,74%, o S&P 500 avançou 1,52% e o Nasdaq ganhou 2,26%.

Entre os fatores observados pelos investidores esteve a queda do petróleo, em meio à possibilidade de avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã. O Brent para outubro terminou o dia em baixa de 3,40%, a US$ 100,34, enquanto o WTI recuou 4,51%, para US$ 95,78. 

A redução dos preços da commodity também ajudou a diminuir as preocupações com novas pressões inflacionárias globais.

Dólar recua e juros futuros acompanham

O dólar comercial terminou o pregão em queda de 0,70%, cotado a R$ 5,108. A moeda chegou a ser negociada a R$ 5,138 durante o dia e atingiu mínima de R$ 5,103. 

Os juros futuros também encerraram a sessão em queda em diferentes prazos, refletindo, entre outros fatores, as expectativas do mercado para a trajetória da política monetária brasileira.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira mostrou que a mediana das projeções dos economistas para a Selic ao final de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%. Ao mesmo tempo, a previsão para o IPCA deste ano subiu de 4,90% para 4,92%. 

Bancos avançam, enquanto Vale e Petrobras pressionam

Entre as principais ações, os grandes bancos contribuíram para a alta do índice.

O Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,77%, o Santander Brasil (SANB11) ganhou 1,53% e o Bradesco (BBDC4) subiu 0,94%. Já o Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o pregão em queda de 0,91%.

A B3 (B3SA3) também teve forte desempenho, com alta de 3,64%. No varejo, Lojas Renner (LREN3) subiu 3,76%, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) avançou 2,22%. 

Na direção oposta, a queda do petróleo pressionou as empresas do setor. A Petrobras (PETR4) caiu 1,03%, enquanto a Vale (VALE3) recuou 1,12%, mesmo com o minério de ferro apresentando alta. 

Eleições continuam no radar dos investidores

No cenário doméstico, o mercado também acompanhou novas pesquisas sobre a disputa presidencial de 2026.

Levantamento BTG Pactual/Nexus divulgado nesta segunda-feira apontou empate técnico no segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, considerando a margem de erro da pesquisa. O cenário eleitoral vem sendo acompanhado pelos investidores por seus possíveis efeitos sobre expectativas fiscais, juros, câmbio e Bolsa. 

É importante separar, contudo, o dado da pesquisa de interpretações sobre seus efeitos no mercado: a própria movimentação dos ativos também foi influenciada por fatores internacionais, especialmente petróleo, juros dos Treasuries e desempenho das bolsas americanas.

Agenda econômica ganha força nesta terça-feira

O mercado brasileiro entra em uma semana de agenda movimentada. Entre os eventos acompanhados pelos investidores estão a Assembleia Geral da ONU, a divulgação da ata da última reunião do Copom, dados de arrecadação federal e informações fiscais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (22). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também discursará no evento. 

Com isso, os mercados devem continuar monitorando simultaneamente cenário internacional, petróleo, juros americanos, política monetária brasileira e eleições de 2026, fatores que podem provocar novas oscilações nos ativos ao longo da semana.

Resumo do fechamento — 21/09/2026

Ibovespa: 186.595,60 pontos — +0,74%

Dólar comercial: R$ 5,108 — -0,70%

Brent: US$ 100,34 — -3,40%

WTI: US$ 95,78 — -4,51%

S&P 500: +1,52%

Nasdaq: +2,26%

Ibovespa em setembro: +5,17%

Ibovespa em 2026: +15,81% 

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